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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Diabetes e Exercício Físico


“O exercício físico é aceito como agente preventivo e terapêutico de diversas enfermidades. No tratamento de doenças cardiovasculares e crônicas, a atividade física tem sido apontada como principal medida não farmacológica, assumindo aspecto benéfico e protetor.” (http://www.efdeportes.com/efd93/diabetes.htm).

Tipo de diabetes:

Diabete Melito tipo 1 ocorre quando a pessoa possui pouca células β (células do pâncreas produtoras de insulina), sendo assim não são capazes de transportas insulina suficiente para a entrada da glicose no sangue e para as células do organismo. Quando a insulina é insuficiente após uma refeição contendo carboidratos a glicose tem a tendência de se acumular a níveis anormais no sangue, a hiperglicemia, e provocando alterações no organismo.

Já a diabetes do tipo 2 se caracteriza pela continua produção de insulina pelo pâncreas, porém as células adiposas e musculares não conseguem metabolizara glicose do sangue, esta doença é comum que a diabetes tipo 1 e ocorre com mais frequência em pessoas mais velhas, seu tratamento deve ser feito com exercícios diários, dieta e insulina. 

Mas por que o exercício físico é tão importante no tratamento e na prevenção dessa doença?

O que acontece é que no musculo esquelético, musculo cardíaco e tecido adiposo a glicose entra nas células com a ajuda de transportadores especializados, conhecidos como GLUT 4 que esta armazenado em pequenas vesículas dentro da células e se desloca para a para a membrana plasmática dependendo da quantidade da insulina. O exercício físico aumenta o numero de GLUt’s no músculo o que facilita a captação da glicose, auxiliando inclusive em quem possui diabetes. Estudos comprovam que a atividade física aumenta a massa muscular, diminui a resistência insulínica e melhora a captação muscular de glicose.

E os idosos?

A população está envelhecendo cada vez mais e a diabetes melito tipo 2 é a com maior incidência nessas pessoas. O diabetes está presente em 18% dos idosos e mais de 50% são maiores de 60 anos. Este tipo de diabetes ocorre mais nos idosos pelo fato deles apresentarem uma maior deposição da beta amilóide ( proteína que forma placas características do Mal de Alzheimer ) com uma diminuição da produção de insulina. Outra condição para que ocorra a diabetes são as mudanças corporais pelas quais passamos ao longo da vida como a diminuição da massa magra e o aumento da massa gorda e uma diminuição da atividade física levando a uma resistência insulínica. 

Portanto, a hiperglicemia crônica que ocorre quando o diabetes não esta sendo controlado pode diminuir a funcionalidade do idoso, afetando suas atividades diárias e diminuindo sua qualidade de vida.

Referências Bibliográficas:

Luana Mondadori

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Creatina - Metabolismo e Suplementação

Dentre os suplementos alimentares utilizados atualmente para obter-se melhores resultados em exercícios físicos, a creatina sem duvida é um dos mais populares, e está relacionada à uma melhora no desempenho de atividades intensas e de curta duração, que envolve respiração anaeróbica.


O ácido metil-guanidinoacético(creatina) é um composto formado pelos aminoácidos glicina, arginina(não essenciais) e metionina(essencial) e é produzido pelo corpo humano em condições normais no fígado. Sua maior parte é encontrada nos músculos na forma fosforilada creatina-fosfato. Sua quebra catalizada pela creatina-quinase permite a liberação do grupo fosfato, que será usado para sintetizar ATP, e creatinina, que será eliminada pela urina. Ao aumentar a sintese de ATP na contração muscular, é permitido uma produção energética a mais, além da fermentação láctica, que será menos intensa consequentemente evitando uma diminuição no ph do músculo. Lembrando que a respiração aeróbica é inviável devido à velocidade das vias metabólicas envolvidas.

A suplementação se baseia na idéia de que quanto mais creatina-fosfato disponível, mais ATPs poderão ser formados de forma rápida em uma contração muscular, possibilitando um melhor desempenho em provas de explosão ou levantamento de pesos. Nos alimentos, a creatina pode ser encontrada na carne, sendo cerca de 5g de creatina por kg de carne. Apesar das controversas, a maneira mais comum de se suplementar com creatina é passando por uma semana de saturação(10 a 20 g/dia) e daí em diante, a fase de manutenção (5g/dia), quantidades que dificilmente serão obtidas pela dieta.


Como todo suplemento alimentar, é crucial que sejam feitos exames médicos previamente. Pacientes com problemas renais devem evitar tal suplementação devido à maneira que a creatinina é excretada. A combinação imprudente de uma dieta hiperproteica e suplementação de creatina sem acompanhamento profissional pode sobrecarregar os rins, que fazem a filtração glomerular para retirar os compostos nitrogenados decorrentes da desaminação de aminoácidos. 

Referências Bibliográficas:

JEONG et al, 2000; KRISTENSEN et al, 1999; SCHIFFENBAUER et al, 1996; ARA et al, 1998 e MILLER et al, 1993

Rev Bras Med Esporte vol.14 no.1 Niterói Jan./Feb. 2008


Thiago Teixeira 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Resposta Metabólica Infantil


Em geral, a resposta do organismo de uma criança submetido ao treinamento físico é o mesmo de um adolescente ou de um adulto. As exceções se dão no período de maturação, que se acelera ao longo da puberdade (desenvolvimento), e na fisiologia do esforço quanto ao ganho de massa magra (crescimento).

Ao longo da idade há um aumento da taxa de consumo máximo de oxigênio (VO2max). Esse aumento ocorre devido à potência aeróbica, mais elevada nos homens que nas mulheres. A potência aeróbica é diretamente proporcional a quantidade de fibras musculares no corpo à suas devidas proporções. Se colocarmos um fator de correção do consumo máximo de O2 pela quantidade de fibras musculares, não há o aumento do mesmo em crianças e adolescentes do sexo masculino (VO2max/kg peso corporal permanece constante), já do sexo feminino ocorre um declínio desse VO2max por peso corporal.

Quanto mais “maduro” o corpo, maior vai ser sua potência anaeróbica, que está mais intimamente ligada ao fator idade que do aumento de massa muscular. Antes da puberdade a potência anaeróbica não se difere significantemente entre meninos e meninas. Apenas depois da puberdade ocorre uma diferença que vai crescendo proporcionalmente nos meninos. Portanto, esse fator cresce tanto devido a questão do homem produzir mais testosterona (hormônio masculino) que as mulheres, quanto ao maior percentual de massa magra. A criança tem a vantagem de produzir menos lactato que um adulto quando realiza um exercício de intensidade média/alta. Essa vantagem faz com que a criança se recupere em um tempo menor e esteja preparada para uma nova atividade sem que sinta dores musculares. Porém, quando ocorre a fase de maturação, o indivíduo passa a potencializar o tamponamento da acidose muscular, permitindo-lhe que desenvolva treinos mais pesados e intensos.

Uma das desvantagens que o corpo de uma criança trás consigo ao realizar uma atividade física é a grande troca de calor com o meio, podendo ocorrer um aumento excessivo da temperatura corporal ao ponto de danificar algumas reações bioquímicas, causando enfermos. No adulto, essa complicação é menos provável uma vez que sua superfície corporal por unidade de massa corporal é menor, tornando mais difícil a troca de calor com o meio.


Nathan Rocha

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Atividade física na infância é importante?


Para você que é pai, mãe ou tem um irmãozinho mais novo, a resposta para essa pergunta é: Sim, promover a atividade física na infância reduz a prevalência do sedentarismo na fase adulta, contribuindo desta forma para uma melhor qualidade de vida, tendo em vista que é mais provável que uma criança fisicamente ativa se torne um adulto também ativo.

O passar da idade vem trazendo consigo, como conseqüência, uma tendência a um declínio do gasto energético médio diário à custa de uma menor atividade física. Isso decorre devido aos fatores comportamentais e sociais como o aumento dos compromissos estudantis e/ou profissionais, contribuindo para um estilo de vida menos ativo. 

A disponibilidade de tecnologia, o aumento da insegurança e a progressiva redução dos espaços livres nos centros urbanos (onde vive a maior parte das crianças brasileiras) reduzem as oportunidades de lazer e de uma vida fisicamente ativa, favorecendo atividades sedentárias, tais como: utilizar computadores, assistir a televisão e jogar video-games.

Portanto, criar o hábito de vida ativo na infância e na adolescência poderá diminuir a frequência de obesidade e doenças cardiovasculares na idade adulta. A atividade física também pode exercer outros efeitos benéficos a longo prazo, como aqueles relacionados ao aparelho locomotor, favorecendo o aumento da massa óssea, assim reduzindo a probabilidade de uma osteoporose futura.



Referências Bibliográficas:

Nathan Rocha